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Sábado, 10 de Março de 2012

Intoxicações alimentares

 

 

   "Deve ter sido alguma coisa que comi!" - Quantas vezes as pessoas dizem isto quando apresentam náuseas, vómitos, cólicas ou diarreia? De facto, estes podem ser os sintomas de intoxicação alimentar causados por ingestão de alimentos contaminados.

    As bactérias que causam intoxicação alimentar são difíceis de ser detectadas através da aparência, cheiro ou gosto dos alimentos. Porém, podem causar a doença em vários graus de gravidade, variando desde casos leves até casos muito severos ou que coloquem em risco a vida.

   O corpo humano, normalmente, é bem resistente a agressões desta natureza provocadas por bactérias. Porém, indivíduos que tenham o sistema imunológico deprimido por qualquer razão são mais susceptíveis à doença.

   Quando estas pessoas contraem uma intoxicação, com sintomas severos de vómitos e diarreia, torna-se mais difícil o tratamento.  

   Visto que a maior parte das intoxicações alimentares resultam de manuseio impróprio dos alimentos, as pessoas devem consciencializar-se em seguir os procedimentos de manuseio higiénico dos alimentos.

 

- Cuidados ao comprar alimentos -
 

   Cada vez mais, é fundamental estabelecer o hábito de confirmar os prazos de validade e ler os rótulos dos alimentos, de forma a seleccionar alimentos com menor risco de intoxicação alimentar. Por exemplo, é importante verificar se o leite ou o queijo adquirido são produtos pasteurizados e se têm inspecção oficial.

   Um bom hábito é colocar os pacotes de carne, frango ou peixe dentro de embalagens plásticas, de forma a evitar que possam pingar nos outros alimentos dentro do carrinho do supermercado, evitando assim a contaminação cruzada entre alimentos.

   A venda de produtos com embalagens danificadas ou a exposição inadequada dos alimentos ao consumo (como por exemplo vender camarão cozido perto de gelo ou peixes crus), trabalhadores com pobres condições de higiene e condições que dificultem a limpeza são situações que podem aumentar o risco de intoxicação alimentar.

   Nestes casos, o consumidor deve evitar adquirir o produto, bem como notificar as autoridades de fiscalização.  

   Após a compra, os alimentos refrigerados ou congelados devem ser guardados o mais rapidamente possível. Deve-se evitar mantê-los dentro de carros quentes ou escritórios, ou mesmo ficar "a passear" pelo supermercado com esses produtos no carrinho de compras, para diminuir o risco de multiplicação dos microrganismos.
 

- Em casa -
 

   A maioria dos casos de intoxicação alimentar são causados por manuseio impróprio dentro das nossas próprias casas. Manter prateleiras, bancadas, arcas congeladoras, frigoríficos, utensílios, esponjas e toalhas limpas é uma das melhores maneiras de evitar a contaminação dos alimentos em casa. É especialmente importante lavar todos os utensílios e as mãos com sabão e água após manusear um alimento e antes de manusear outro alimento.  

   Desta forma, evitaremos a contaminação cruzada dos alimentos, como por exemplo a transferência de bactérias de carne crua para outros alimentos, tais como saladas ou vegetais. Pela mesma razão, tábuas de cortar de madeira não devem ser utilizadas para cortar carne crua, frango ou peixe.  

   Tábuas de plástico são mais apropriadas, pois são mais fáceis de ser lavadas e higienizadas. Fruta e vegetais frescos devem ser lavados em água corrente e guardados no frigorífico a temperatura abaixo de 10 graus, para evitar a sua deterioração.

   Ao arrumar os ovos no frigorífico não deite fora a embalagem, caso contrário deixa de saber qual o seu prazo de validade. Se tiver dúvidas quanto à procedência dos ovos que habitualmente consome poderá optar por usar ovos  pasteurizados no lugar de ovos comuns.  

   A cocção apropriada dos alimentos é outro importante factor contra a intoxicação alimentar, pois o calor elimina as bactérias. O ideal seria utilizar um termómetro para verificar se o alimento alcançou 75 graus centígrados no seu interior.
 


- Alimentação fora de casa
 -
  

   Se quando comemos em casa é importante termos cuidado com a higiene dos alimentos e utensílios que manipulamos então esse cuidado deve ser ainda maior quando jantamos ou almoçamos fora de casa.  

É imperioso verificar as condições de higiene do estabelecimento, incluindo a aparência, higiene e postura dos funcionários.  

   Por uma questão de precaução opte por alimentos bem passados ou bem cozidos. Uma boa forma de verificar se o alimento está bem passado é cortar ao meio um bife, hamburguer ou outro pedaço de carne. Se houver o menor sinal de sangue ou partes avermelhadas, deve-se solicitar que o produto seja mais bem passado. O peixe deve estar solto, em pedaços e não mole, quando cortado.  
   Os ovos devem ser solicitados para serem bem fritos, não devendo ser consumidos se parecerem estar mal cozinhados. Saladas ou outros alimentos devem ser evitados se tiver dúvidas quanto à sua lavagem.

Tenha cuidado com o consumo de peixe cru fora de casa. Mariscos crus, assim como carne crua de vaca ou frango podem estar contaminados com bactérias patogénicas. Apesar de constituírem verdadeiras delícias para os apreciadores, ostras, sushi e sashimi são pratos que só devem ser consumidos se o restaurante for de confiança.


Fonte: http://clinotavora.planetaclix.pt/Intoxicacao_alimentar.htm 

 

P.


publicado por pma_tecnicas às 01:03

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